

O Futuro da Proteção dos Recursos Naturais Por Meio da Ciência Aberta e Descentralizada
Estamos entrando em uma era na qual os impactos das mudanças climáticas não poderão mais ser ignorados. Nesse contexto, práticas de adaptação e mitigação baseadas em evidências científicas serão essenciais no dia a dia. Além disso, o desenvolvimento de soluções e negócios que incorporem a sustentabilidade como princípio fundamental, e não apenas como uma necessidade, será indispensável.
Acreditamos firmemente que a ciência é uma arte coletiva. No entanto, reconhecemos que os atuais mecanismos de incentivo muitas vezes favorecem a individualidade, afastando a construção do conhecimento dos princípios da coletividade. Isso cria um desequilíbrio entre os objetivos da pesquisa e os interesses da sociedade.
Podemos e devemos fazer diferente.
Para isso, é crucial realinhar os incentivos e desenhar novos modelos, aprendendo tanto com nossos erros quanto com nossos acertos. Precisamos entender as virtudes e falhas de outros modelos mentais e de negócios para construir um novo paradigma que vá além das regras atuais, sejam elas do mercado ou do estado.


Nosso compromisso
Desenvolver soluções que, desde o princípio, estejam voltadas para enfrentar nossos maiores desafios como humanidade. Soluções que sejam verdadeiramente baseadas na natureza. NA NATUREZA DAS COISAS.
A ciência, como uma arte coletiva, está em constante evolução. Mas precisa que seus objetivos precisam ser conciliados com os propósitos da sociedade. Este white paper explora como a descentralização, aliada a conceitos como Peer-to-Peer, Commons, Bens Públicos (Public Goods) e a adoção de tecnologias emergentes, pode transformar a ciência em uma força mais aberta, colaborativa e alinhada com os desafios globais de sustentabilidade.
Afinal, o que é Ciência?
De maneira simplificada, a ciência pode ser entendida como um sistema de aquisição de conhecimento baseado no método científico, que envolve a observação, experimentação, análise e revisão de hipóteses. É a base para inovações tecnológicas e avanços em diversos campos, desde a medicina até a engenharia. A ciência tradicionalmente se desenvolveu dentro de instituições acadêmicas e de pesquisa, onde a troca de ideias e dados ocorre de maneira estruturada, mas muitas vezes limitada pela competitividade e pela propriedade intelectual.
No entanto, a ciência pode ser muito mais do que isso. A visão de uma "ciência como arte coletiva" propõe um modelo no qual a colaboração e o compartilhamento são centrais, permitindo que o conhecimento flua livremente e beneficie a sociedade como um todo. Este novo paradigma busca quebrar as barreiras entre disciplinas e setores, promovendo uma integração holística do saber.

